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Uso da Vírgula

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Boa noite caros leitores do Colégio Literato possuidores de beleza impar, hoje venho compartilhar com vocês uma coisa que eu até conheço o seu uso e vivo usando inutilmente por culpa do meu dedo que gosta de apertar este botão. Usar a virgula as vezes torna a leitura cansativa para aquele leitor que lê conforme o português manda, então leiam um pouco sobre o tema e comecem a notar como vocês usam suas vírgulas. Esta matéria foi escrita pela especialista em Língua portuguesa Marina Cabral para o site Brasil Escola

Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:

1. Não se usa vírgula:
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:

a) entre sujeito e predicado.

Todos os alunos da sala    foram advertidos.
             Sujeito                            predicado

b) entre o verbo e seus objetos.

O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.
                   V.T.D.I.              O.D.                             O.I.

Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.




2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação:

a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.

b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.

c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.

Para marcar inversão:

a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.

b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.

c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.

Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:

Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

Usa-se a vírgula para isolar:

- o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.

- o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.

‘Duzentas mil pessoas’ ou ‘duzentos mil pessoas’?


A questão da invariabilidade não é tão simples. Os numerais cardinais não sofrem, em geral, flexão de gênero, mas há exceções importantes, que usamos todos os dias sem pensar duas vezes: um/uma, dois/duas e as centenas acima de cem – duzentos/duzentas, trezentos/trezentas etc. E atenção, porque esta parte engana muita gente: a flexão se aplica a tais elementos mesmo que eles estejam presentes em números de maior vulto.

Assim, do mesmo modo que dizemos “dois mil reais” (porque “real” é substantivo masculino), mas “duas mil cabeças de gado” (porque “cabeça” é substantivo feminino), dizemos “duzentos mil brasileiros”, mas “duzentas mil pessoas”.

Observe-se que a flexão de gênero sofrida pelos numerais um, dois e centenas acima de cem não resiste ao poder do milhão. Está errado falar em “duas milhões de assinaturas” ou “quinhentas milhões de pessoas”. Prevalece o gênero masculino de milhão, como ocorre também com bilhão, trilhão e assim por diante.

Isso se dá porque milhão, que gramaticalmente é um numeral mesmo, se aproxima nesse caso dos substantivos cento e milhar, masculinos, ou dúzia e dezena, femininos, que são chamados de “coletivos numerais” por seu papel de quantificação. Estes, como milhão, bilhão e o resto da turma, fazem valer seu próprio gênero sobre o dos elementos quantificados: “dois centos de mariolas”, “dois milhares de folhas”, “uma dúzia de ovos”.

Via: sobrepalavras/todoprosa

Diferença entre por que, por quê, porque e porquê


Acredite, essa é uma dúvida bastante recorrente para muitos.Saber a diferença entre os porquês é uma tarefa que exige entendimento para que não haja dúvidas. Com os exemplos a seguir isto pode ser esclarecido com maior clareza.

Por que
Desta forma, por que é a união da preposição “por” + o pronome interrogativo “que”, podendo ser substituído por “por qual razão” ou “ por qual motivo” ou “pelo qual” Geralmente é o que se usa antes do ponto de interrogação.

Exemplos:

Por que você não gosta de mim? (por qual motivo?)
Não sei por que você não gosta de mim. (por qual razão)
Não sei por que motivo você não gosta mais de mim ( pelo qual)
Por que você não fala mais comigo? (por qual razão)

Por quê
Pode ser substituído por “por qual motivo”, “por qual razão”, mas quando vier antes de um ponto de interrogação, no final de uma frase.

Exemplos:

Você não gosta mais de mim? Por quê?
Juliana, você não fez a prova, por quê?
Você faz isto comigo, por quê?
Por que você não gosta mais de mim? (No inicio da frase é separado, mas sem acento)

Porque
Aqui a palavra torna-se uma conjunção explicativa ou causal, podendo ser substituída por “pois”, “uma vez que”. “para que”.

Exemplos:

Não gosto mais de João porque ele me traiu. (“porque” exerce uma função explicativa”,pode ser substituído por “pois”)
Não deseja o mal porque ele retornará a você mesmo. (= pois).
Faço isto com você porque a cada dia que passa tem se tornado um covarde. (“pois” você tem se tornado um covarde)

Porquê
A palavra neste caso é um substantivo, e seu substituto será “o motivo”, “a razão”.  Basta substituir por uma destas e fará sentido.

Exemplos:

O porquê de não mais lhe amar é porque você me traiu. (substituindo porquê por “o motivo” faz sentido.

O “porquê” sempre virá acompanhado de um artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Diga-me um porquê para ficar com você.  (uma razão)
Estranho porquê, mas o amor é assim mesmo. (estranho = adjetivo/ estanha razão)
Meu porquê não te interessa (meu= pronome/minha razão não te interessa).
O porquê desta discussão não me afetou em nada. ( o motivo).